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Pneumologista

Quanto carinho recebi ! Fiquei até emocionada, de verdade. Muitos devem pensar que estou fazendo tempestade num copo d’água. Mas não e logo abaixo explico o porquê. Obrigada a todo mundo que se preocupou, se emocionou e conseguiu ler minha novela do post passado.

Enquanto estava no hospital, minha irmã conseguiu o telefone de um pneumologista especializado em asma, DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) e afins. Ontem, passei a manhã ligando no consultório dele para agendar uma consulta. Logo após o almoço, liguei novamente e uma moça atendeu dizendo que havia vaga para ontem mesmo 15:30. Pedi que deixasse marcado, chamei marido e lá vamos nós até o consultório do Dr. Jardim.

E ali, senti o tranco e vamos mudar a vida né ? Ele começa com um papo descontraído e vai fazendo seu histórico até chegar na asma. Foi explicando para a gente (VIU POVO? É SEPARADO QUE ESCREVE !) que, enquanto o asmático não entender sua doença e não entender o quão grave é, ele nunca vai se tratar direito. E foi aí que me toquei que realmente eu estava subtratada e relaxada também. Pois eu tratava a asma como uma alergia qualquer. E o asmático vai remediando com a bombinha. Disse que a asma é uma doença genética e que veio de algum lado da minha família. E que é uma doença inflamatória e como tal, tem que ser tratada com anti-inflamatórios. No caso, a prednisona. Ele explicava sobre a gravidade da doença sem te deixar assustado e achando que vai morrer logo. Senti muita confiança nele, ele alterou a dosagem de um dos meus medicamentos e o restante que estava prescrito de quando saí do hospital, ele pediu que parasse assim que acabasse a caixa. Exceto 2 para refluxo, que devo continuar também por um bom tempo, se não pro resto da vida como é o caso do foraseq.

Fazendo um comparativo tosco: o alergologista é a funilaria, o pneumologista é o motor. Sem motor o carro não anda né ? E eu só estava tratando da funilaria. Tomava o remédio quando me sentia ruim e não todos os dias como manda o figurino.

Quando finalmente chegamos aos “roxos” que tenho espalhados pelo pescoço e braços (veia fina, ruim de puncionar é f*da), marido contou ao Dr. Jardim o que tinha acontecido comigo. E não foi uma crise de asma qualquer. Foi muito grave o que eu tive e que ainda bem que fui resgatada a tempo. No raio-x dava pra ver até o tubo na minha garganta e ele se chocou ao saber que precisei ser entubada. Então não, não é tempestade em copo d’água. E eu sempre me gabando de estar me cuidando e tal, quando na verdade, nem perto disso eu estava fazendo. Se você conhece alguém que tenha problemas respiratórios, não deixe que essa pessoa relaxe no tratamento. Esse tratamento feito corretamente pode salvar a vida.

Agora é vida que segue. Volto pro trabalho segunda feira. Alô Saraiva, tô voltando e quero bolo  \o/. E retomar a rotina, tentar hidroginástica. Quero somente melhorar e nunca mais ter de passar por isso.

Beijos

O que aconteceu comigo ?

A rotina no dia 6/10 (segunda passada), foi normal. Fui trabalhar, peguei o resultado do meu exame de alergia e fui pra casa. Separei umas roupas para passar e o telefone me avisou da reunião da Natura. Me troquei, avisei meu marido, que acabara de chegar em casa, onde eu iria e voltaria logo. O que deveria durar apenas 1 hora no máximo, se tornou em um pesadelo para mim, meu marido, familiares e amigos.

Senta que lá vem coisa.

Quando saí da reunião, peguei o carro, dei a volta no quarteirão e quando fui entrar na conversão que levaria para minha casa, comecei a sentir falta de ar. Parei o carro, saquei a bombinha da bolsa, mas infelizmente ela não estava fazendo efeito em mim. Engatei a primeira e quando entrei nessa conversão, parei em frente uma farmácia e pedi ajuda a um senhor que atravessava a rua. Pedi que ligasse no SAMU pois eu estava com falta de ar. Depois disso, eu não lembro de mais nada. Simplesmente apaguei. (more…)