Depois do meu relato do broncoespasmo, este talvez seja o post mais difícil que eu vou escrever aqui. É minha saúde que está em risco e meu pulmão não está e nem vai ficar 100% curado pois tem uma pequena parte obstruída.

Meus amados felinos vão para um novo lar. Precisei passar por todo esse problema para entender de uma vez por todas que, infelizmente, não posso ter NENHUM animal e nada que acumule pó em casa. Gato, cachorro, cortina, carpete, tapete… Não dá. Se eles ficarem, as chances de eu voltar para o hospital são enormes. Eu estava tendo crises muito próximas umas das outras e deu no que deu. Como contei no outro post, asma é genética e precisa de um agente desencadeador. No meu caso, é o gato. Sei dessa alergia a gato desde 2008 e fui levando até agora só indo pra hospital, sendo mal orientada, mal tratada e desmaiando.

Uma tia minha tem uma amiga com um sítio enorme, onde ela cuida de gatos e cachorros. São animais bem cuidados e tem o gatil e o canil. Hoje é o último dia deles aqui no apartamento. Amanhã de manhã, a dona do sítio, minha tia e talvez o Sérgio os levarão embora. Optei por não estar em casa quando eles saírem para não sofrer e chorar mais. Sei que serão felizes lá e tenho mais do que certeza que o Djokovic vai fazer amizade logo. Todo dia, eu choro e me despeço de um. Converso mesmo com eles, digo que vão para um lugar lindo e que vão se divertir muito e ser muito felizes lá.

Eu vou voltar da loja sábado e minha casa vai estar vazia. Não terei Djoko me esperando na porta, Peter dormindo na minha perna enquanto assisto TV ou a Luna de olho em nossa comida. Terei eles sempre em meu coração mas, como disse acima, não posso colocar minha saúde em risco novamente. Tomei consciência da minha condição e com muita dor no coração, precisei tomar essa decisão. Quando descobri a asma em 2008, só tinha crises no meu quarto pois os gatos dormiam comigo e depois restringi o acesso deles. Hoje, estou prisioneira em minha própria casa. Não consigo mais ficar na sala para assistir tv ou fazer algum artesanato. Sexta passada, tentei assistir o debate enquanto o Sérgio estava na faculdade e comecei a me sentir ofegante. Passo meu tempo em casa, nos quartos. Janto, preparo posts…

Gostaria muito de agradecer a Gabriela, da ONG Amigos de São Francisco. Foi muito atenciosa quando procurei a ONG numa feira de adoção, entendeu meu problema e se propôs a ajudar. Mas como esse lugar apareceu, não deixei com a ONG.

E por fim, queria agradecer meus peludinhos. Djokovic, Peter, Chico, Preta, Luna, Flora e pequena Marrom: vocês não fazem idéia do quanto foram especiais na minha vida. Vou lembrar com carinho de cada arranhão que levei, dos pêlos grudados na roupa, de vocês fazendo escândalo por causa de um sachet de whiskas, de vocês esparramados pelo chão pegando um solzinho, da companhia que vocês sempre me fizeram na hora do banho (meu banho), do sofá destruído mesmo tendo um arranhador ao lado e todas as vezes que vocês tentavam entrar ilegalmente no meu quarto (Djoko era campeão, furava o bloqueio e ia direto pra janela). Obrigada por todo esse tempo de convivência e que São Francisco esteja sempre com vocês.

Com lágrimas nos olhos, me despeço.

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